Jornada

Conto de uma calça rasgada

Era o meio de uma aula de yoga. Cinquenta pessoas no hall. Eu tinha escolhido uma calça branca estampada em tons de preto, marrom e amarelo, cheia de elefantes e flores. Havia comprado essa calça há cerca de uma semana. Tinha sido barata, cerca de vinte reais, era de um tecido leve de algodão, parecido com uma canga, perfeito para o clima da Tailândia, sempre acima de trinta graus. Estando a legging suja, havia escolhido essa calça para fazer a aula. Era o terceiro dia. Tinha chegado em companhia de um lindo alemão que também fazia o curso, e ele gostava de se posicionar na primeira fileira do enorme hall. Eu costumava ficar no fundo, um misto de chegar bem na hora da aula com não querer chamar muita atenção. Como nesse dia tinha chegado cedo, resolvi colocar o tapete de yoga ao lado do dele. (mais…)

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Seja Livre

O caminho da não-violência

Há alguns dias escrevi esse texto aqui sobre empresas que publicam vagas anonimamente, e logo depois tive um feedback de uma afilhada de casamento sobre ele. Ela é empresária e ficou incomodada com o tom do texto, e não foi sem razão. Eu esqueci completamente dos princípios de não-violência quando escrevi do texto. Lendo-o agora consigo perceber claramente que eu poderia ter me comunicado muito melhor se tivesse me lembrado de alguns princípios fundamentais quando queremos realmente nos comunicar com alguém. 1. Empatia (mais…)

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Jornada

Conhecer e aceitar nossos limites

Tenho dificuldade em conhecer e aceitar meus limites, físicos, mentais e emocionais. Muito provavelmente é essa sabedoria que os defensores do autoconhecimento tanto pregam. Você conhece os seus? Sei que em alguns casos sou boa de perceber os meus. Bebida alcóolica por exemplo, sou excelente em saber quando devo parar. Se passo da conta sei que passei, e foi uma escolha consciente. Mas esse padrão de autoconhecimento não se repete em várias outras situações. As emocionais e físicas costumam ser as mais desafiantes pra mim. Se algo que alguém com quem me relaciono, seja amigos, família, trabalho ou mesmo relacionamento amoroso, faz algo que me incomoda, eu tento não reagir, não confrontar. Por vezes o resultado é pior do que esperado, porque na maior parte das vezes não consigo simplesmente deixar passar. Esse incômodo cresce até o ponto de virar de um tamanho desnecessário, num lugar que soluções mais brandas já não servem. Já identifiquei que isso tem a ver com minha necessidade de aceitação, mas ter percebido isso não fez com que eu consiga dizer sempre, logo de cara, algo que me incomoda. Eu tento ser compreensiva, ter empatia, acolher. Mas parece que antes de fazer isso com o outro, eu preciso fazer isso comigo mesma. Talvez seja por isso que eu não tenha sucesso em deixar passar o que me incomoda. (mais…)

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Jornada

A message to guys who travel

I'm right now looking into a clear transparent sea in Thailand Gulf, living the dream for what matters. It's my first time abroad, and I've decided to go literally to the other side of the world, to find out other culture, language, cuisine, and some other things. The one thing that I kind of expected but I hoped that wasn't entirely truth, it's how guys treat Brazilian women. Yep, I'm a Brazilian girl travelling solo. And if you're a guy, I have a message for you: stereotype sucks. (mais…)

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