Essa semana é a última da primeira fase do Gap Year da Uncollege. Não cheguei ao fim da Launch Phase com respostas. Eu criei muitas expectativas de como eu já estaria muito diferente ao final dessa primeira fase, muito mais próxima de quem eu quero ser do que de quem eu sou. Mas tenho em mim várias perguntas.  Percebi que essa é uma fase de descobrir o que ainda não sei. A de descobrir quais perguntas fazer. Quando a gente faz as perguntas certas o caminho fica mais interessante. Algumas coisas que me fizeram questão:

Quem eu sou, como eu sou e o que eu preciso aceitar a respeito de mim mesma?

O que aceitar e o que mudar?

O que eu quero mudar e porquê?

Quais comportamentos quero mudar?

Como medir progresso da mudança?

Quais aspectos de mim mesma que eu não quero reconhecer que tenho?

Em que ambientes eu me sinto mais confortável?

Que coisas me fazem feliz?

 

A Launch Phase é apenas um início de um processo. Não deu tempo ainda de fazer as mudanças que eu queria fazer. mudar os hábitos que eu queria mudar. Porque hábitos e comportamentos não são coisas fáceis de serem mudadas. Aprender conteúdo, aprender coisas não é tão difícil. Mudar como se age é que é o trabalho duro. E ele só depende de mim e de tempo. Aqui a gente descobre quem a gente é e quem a gente não é. Me achava mais flexível do que sou na verdade, me achava mais consciente do que eu sou e o que quero. Redescobri o que já sabia, que gasto tempo demais me julgando e me frustrando com as expectativas que crio. E que esse é um tempo inútil. Aprender a me auto-observar sem julgamentos é algo muito difícil. Enfim, é uma fase de re-conhecimento.

Eu voltando a subir em árvores.

Eu voltando a subir em árvores.

 

Saber de uma necessidade não significa conseguir resolvê-la imediatamente. Essa é uma fase de despertar de curiosidades, despertar de reflexão. É um awakening, e isso é fundamental para o resto do processo. Sem quebra de paradigmas, não é possível iniciar o processo lento e gradual de autoconhecimento e self improvement. Esse aprendizado vai depender de outras oportunidades, outras reflexões. Encontrar as respostas talvez leve o resto da vida.

A vida entra no meio dos nossos objetivos. As tarefas, as rotinas, os sentimentos, as coisas que acontecem comigo sobre as quais eu não tenho controle, como um coração partido, costas machucadas, chuva por dias a fio. Nada disso espera para que a gente coloque o aprendizado na frente. E todas essas coisas também são aprendizado.
Afinal, não é o destino, mas sim a jornada que importa.

 

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