Quando eu já tinha decidido vir para o Gap Year, ainda em BH recebi um convide muito feliz do Antônio Terra  (meu ex-professor, ex-chefe, grande amigo) para dar uma palestra no Uni-BH, faculdade em que me formei. Só tinha um pequeno problema de datas: o evento do Uni aconteceu entre 13 e 15 de abril e minha viagem de mudança pra Ilhabela já estava programada para dia 12, já que dia 13 começava aqui a Launch Phase.

Eu não via a gente que estava na sala, ao contrário aí desse painel no Festival Path.

Eu não via a gente que estava na sala, ao contrário aí desse painel no Festival Path.

O tema da palestra que ele havia sugerido era nomadismo digital: ele sabe do meu interesse no tema e que conheço vários nômades: Niall Doherty, Turner Barr, alguns dos gringos que conheci durante a Copa em BH, além da Fabi Soares, minha parceira em várias empreitadas. Achei a ideia ótima, mas quase recusei o convite porque não estaria em BH. O que ao pensar duas vezes isso não fazia sentido: como não dar uma palestra sobre nomadismo digital só porque eu não estaria em BH? Decidi hackear o sistema e tentar fazer à distância, via Hangouts. Com muito apoio da galera de infraestrutura do Uni (valeu, galera!) conseguimos fazer funcionar, e foram dois horários de conversa, um às 9:00 e outro às 19:00.

Tinha decidido também ampliar o tema, já que enxergo que outros movimentos estão intimamente ligados com nomadismo: economia colaborativa, movimento maker e hackschooling (ou hacking de educação). Como eu sou maker, vim pra cá justamente hackear a minha educação, serei nômade digital durante pelo menos um ano, e dependerei bastante economia colaborativa para que isso tudo aconteça, zás.

Bom, aqui o resultado: uma hora de hangout (se quiserem pular para 4:00, é quando começa mesmo) e um deck (que tem todos os links de vídeos e textos que cito) que ia controlando à distância pelo Teamviewer. Foi ótimo fazer isso, aprendi na prática um monte de coisas, e exercitei o que prego: todo mundo pode fazer o que quiser, é só se dispor a aprender e contar com a ajuda das pessoas no processo. Isso basicamente resume o que é hackschooling. 🙂

Ah, as fotos que ilustram o post é do painel que participei no Festival Path, conto mais em outro post. 😉

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