No mínimo uma vez por semana alguém entra em contato comigo querendo dicas pra viajar pra Tailândia. Morei lá nove meses, e escrevi vários posts sobre o assunto, mas falta um guia que reúna e organize esses dados, então esse post é para isso. Tem desde dicas sobre dinheiro, hospedagem, passagens, visto, transporte, alimentação. Se ainda faltar algo que você queria saber, peça nos comentários que eu completo! Eu estive em duas cidades na Tailândia: Bangkok e uma ilha no golfo da Tailândia, chamada Ko Phangan, não conheço outros lugares no Sudeste Asiático, apenas um pouco de Kuala Lumpur, na Malásia. Morei lá entre setembro e junho. Segura então as dicas!

Passagens aéreas e visto para a Tailândia

Brasileiros não precisam de visto de turismo para a Tailândia. Temos um acordo bilateral de 90 dias de permanência, então basta ter um passaporte válido e vacinação internacional contra febre amarela. Ao chegar no aeroporto você deve passar pelo balcão de Health Control (pra apresentar o cartão internacional de vacinação), depois segue para a fila da imigração. Aí você recebe um carimbo na entrada e pode permanecer no país por até 90 dias. Fique atento à sua data de saída, se passar da data você paga uma multa.

Não existe passagem direto pra Tailândia porque fica literalmente do outro lado do mundo, então a viagem vai ter pelo menos uma escala. Conte com no mínimo 24 horas de viagem, podendo chegar a 72 horas (minha volta gastei isso). Pode valer a pena passar alguns dias em algum país no meio do caminho antes de chegar lá (eu fiz direto, na raça, mas foi mais de uma semana pra recuperar do Jet Lag). As passagens com uma escala costumam passar pelo oriente médio ou europa, e com mais de uma pode ser até pelo lado contrário do globo (eu fui pelos Estados Unidos e Japão e voltei pela Índia e Inglaterra). Antes de comprar fique atento aos países que você vai passar e se será necessário visto de trânsito para esses países (eu recomendo evitar). O site Kiwi é o melhor que encontrei até hoje para achar passagens baratas.

A porta de entrada do sudeste asiático é Bangkok ou Kuala Lumpur (se vai pras ilhas do sul da Tailãndia pode ser uma boa ir pra KL em vez de Bangkok), e se tiver sorte você até pode achar passagens para Surat Thani (aeroporto mais perto do litoral do mar de Andaman ou do Golfo da Tailândia, e é internacional). Para se locomover entre países vizinhos, as passagens mais baratas costumam ser da Air Asia (mas o site é horrível de comprar, então eu comprava pelo aplicativo Kayak).

Veja aqui mais dicas:

Hospedagem

Eu fiz uam viagem budget, ou seja, gastei o menos que consegui, então parti para opções alternativas de hospedagem, como voluntariar em troca de hospedagem e conseguir acordos com locais de aluguel por mais tempo (pagava por mês). Minha dica é: para o sudeste asiático em geral, escolha pela internet apenas dois ou três dias no máximo, e quando chegar no destino use esses dias para pesquisar andando pelo local e conversando nos comércios locais. Muitas vezes aquela hospedagem maravilhosa na beira da praia pode sair por um terço do preço da internet. Uma boa dica para isso é usar o aplicativo Agoda, me salvou várias vezes.

Mais dicas de hospedagem para o sudeste asiático:

Clima e sazonalidade

Alta temporada no sudeste asiático é de dezembro a março, se estendendo até junho. Baixíssima temporada é a época de monções, e na Tailândia é um pouco complexo porque cada parte da Tailândia tem um calendário diferente de monções (ex: no golfo é de setembro a dezembro, no continente é de agosto a outubro e no mar de andaman é de maio a setembro). Dá pra ir nas monções? Dá, se suas atividades programas são indoor, ou seja, se você não estiver querendo sol e praia. Eu fui pra lá em setembro e voltaria em dezembro, ou seja, peguei muita chuva, mas não me incomodou muito porque a viagem era longa e passei boa parte dela dentro de halls de yoga. Mas se seu objetivo é turistar, evite. Chove todo dia um volume absurdo, tipo chuva de alagar a Prudente de Morais (pra quem é de BH).

É muito quente o tempo todo, mesmo chovendo. Se você não estiver molhado de chuva, vai  estar de suor. Acostume-se.

Veja mais dicas aqui:

Dinheiro

A moeda é Thai Baht e a cotação dela em relação ao real ficou entre 1 real para entre 8 e 11 THB entre 2015 e 2016. Pra facilitar a conversão eu usava a conta mental de 1 para 10 (ou seja, 10 reais, 100 THB), ou usava um aplicativo de conversão de moedas. Dificilmente você vai conseguir comprar Thai Baht no Brasil, então leve dólares americanos em espécie, desbloqueie seu cartão para compras e saques internacionais e se quiser leve um cartão pré pago travel money para casos de emergência. Acontece do cartão não passar sem motivo, acontece do lugar não aceitar cartão, acontece de tudo. Se previna, não é igual Brasil que qualquer birosca aceita cartão e tem banco em qualquer esquina. As taxas de saque internacional são caras (os ATM’s), saque a maior quantidade que achar seguro a cada vez que sacar para evitar pagar transação, ou leve a maior quantidade de dinheiro em espécie que puder. Procure e compare taxas de câmbio, elas variam muito (eu troquei, por exemplo, 50 dólares no aeroporto só pra chegar onde eu precisava, depois troquei mais dinheiro no centro de Bangkok. A região da Kao San Road  – tipo a Savassi de Bangkok – tem taxas boas).

Mais dicas relacionadas a dinheiro

Transporte

Nas grandes cidades, é parecido com Brasil (ou até melhor). Tem metrô, skytrain, ônibus e até barco (caso de Bangkok), tudo público, barato, e com itinerários no Google Maps. Já no interior (mesmo ilhas turísticas) tem lugar quem nem transporte público tem (caso de Ko Phangan). A dica quente pra se locomover no sudeste asiático é moto. Alugue uma scooter – essa motos automáticas, tipo Honda Biz) e seja feliz. Eu nunca tinha dirigido uma e fiquei expert nisso. Ah, a mão é inglesa na Tailândia (e em boa parte dos países vizinhos).

Mais dicas sobre transporte

O que fazer, Comida e Seguro Viagem

A Tailândia tem infinitas possibilidades de lazer, sendo as festas (a Full moon Party é conhecida internacionalmente e acontece todo mês em Ko Phangan), yoga, mergulho, boxe tailandês (Muay Yhai), aprender cozinha tailandesa ou Thai Massage. Cada área da Tailândia vai oferecer atrações diferentes, pesquise o que te interessa que provavelmente você acha.

A Tailândia é bem segura, mais segura do que um grande centro de uma cidade brasileira. Não tive qualquer acontecimento nos nove meses que fiquei lá (nenhum assalto, nem furto, nem acidente). Sou mulher e viajei sozinha sem medo o tempo todo. Como é muito turístico os tailandeses são amáveis e solícitos, e foi tudo sempre tranquilo. Mas sempre é bom contratar um seguro viagem para emergências (saúde e itens caros, tipo notebooks, câmeras e celulares).

Dicas gerais sobre o assunto:

 

Inspire-se: fotos da Tailândia

 

 

Faltou alguma dica que você conheça? Tem alguma outra dúvida que não foi esclarecida? Comente!

Categorias: Viagens

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *