Ouvi de alguém que amo que a mente nos prega truques e que ela não deve ser levada em conta. Tenho várias ressalvas a essa forma de pensar, que por si só é uma “forma de pensar”, daí, pode ser ela mesma um truque da mente. Entendo diversas filosofias que pregam tentar dessas armadilhas mentais e tentar encontrar o que verdadeiramente você quer, precisa ou mesmo deve fazer. Mas nem todas as vezes você está conectado verdadeiramente com seu eu para tomar decisões em sua vida. E todos os dias diversas decisões nos são apresentadas, das mais simples às mais complexas, das que podem mudar o curso da sua vida e outras banais. E não podemos cair na situação do Jumento de Buridan.

Essa situação mais conhecida por aqui como “não caga nem sai da moita” é também uma armadilha mental pra mim. Quantas vezes adiei uma decisão simplesmente por medo de tomá-la. E a falta de coragem não parou o mundo, ele continuou se movendo, e nem sempre a decisão que o mundo tomou pra mim (porque eu demorei tempo demais a tomá-la) foi a mais satisfatória. E sou uma pessoa que tendo a ficar mais confortável com uma decisão errada, mas que foi minha, do que não decidir nada e não ficar feliz com o que aparece.

Percebo que esse caminho de encontrar minha verdade é longo. E ele tem muito mais a ver com sentir do que com pensar. E respeito ele sempre que possível. E tento equilibrar para não cair também na lei de Parkinson, que diz que uma tarefa leva tanto tempo para ser concluída quanto existe prazo. E aí, tomar uma decisão só na última hora, quando não existem mais recursos, parece também não ser o melhor.

Não acredito que um caminho único seja adequado. Sentir sua verdade e esperar para tomar uma decisão pra mim precisa ser equilibrada com pensar racionalmente um caminho. E você, o que pensa?

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