Um belo dia resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer. Assim começou a esperta ideia de jogar fora boa parte do TCC que eu, Isabella e Laís já tínhamos feito, de uma ideia que era bem legal, inclusive. Havia sido aprovada com louvor na primeira banca e já tinha inclusive recebido a segunda orientação. Aí, loucas do c* (como diz a Laís) que somos, resolvemos jogar tudo no lixo e recomeçar, cada uma em um projeto diferente. Mas por quê? Pergunta você, caro leitor. Eu respondo: propósito.

Como disse, a ideia era bacana, já estava bastante desenvolvida e para nós, enquanto estudantes entregadeiras de trabalho, seria fácil terminá-lo. Mas acontece que as pessoas envolvidas (membros da banca, professor orientador e tal) começaram a perguntar pra gente se iríamos transformar mesmo aquela ideia em negócio, que ela merecia que estava muito legal e tudo mais. Mas nenhuma de nós sentia que aquela ideia se ligava verdadeiramente ao nosso propósito. Ela resolvia um problema que existe, que tem possibilidade de ser transformada em um negócio viável e interessante: poderia possivelmente passar num processo de aceleração para uma startup. Mas nem eu nem nenhuma das minhas caríssimas colegas sentia que queria colocar essa ideia em prática.

 

Começando o trabalho de novo.

Começando o trabalho de novo.


Nesse meio tempo, surgiram outras ideias entre nós. A Isabella se apaixonou por outra ideia que tivemos em sala e tocou a desenvolvê-la com outras pessoas. A Laís, confesso que não sei o que anda aprontando. E eu resolvi que o TCC seria uma boa para ajudar a fazer meu plano louco de viajar o mundo sair do papel. E, assim, jogamos tudo fora e vamos pra terceira orientação tendo que refazer tudo. 😛

Então, se é pra recomeçar, vamos fazer de outro jeito: se o problema surgiu na falta de conexão do negócio com meu propósito, fui investigar qual era o danadinho. Como? Com o Golden Circle, que já citei por aqui, mas faço questão de postar o vídeo do Simon Sinek de novo. Ele explica o motivo de pessoas e corporações terem sucesso, mas resumindo a conversa dele toda é: tenha claro qual é seu propósito e se comunique a partir dele.

 

 

A ferramenta é bem simples: use post its e escreva nele “coisas que você faz” (ex: dar aulas, fazer planejamentos, oratória, escrever, ler, etc) e cole no círculo mais externo. Essas coisas, do que você faz o pretende fazer, geralmente são as mais claras pra nós. No círculo do meio, vão post its que dizem o “como” essas coisas são feitas, ou em outras palavras, seu diferencial, a forma que faz com o que “o que você faça” seja distinto do que já existe por aí. Isso já é um pouco mais complexo do que o primeiro, mas nada tão difícil. O centro do círculo é o que geralmente pega: o ” porquê”. Esse nem sempre é muito clara, ele é seu motivo principal, o que colocar todo o resto em movimento, é seu propósito. Fazemos essa ferramenta com post its porque como é comum confundirmos onde vai cada coisa. É natural que durante o processo de pensar, você comece dizendo “o que” e depois descubra que era o “como”, ou vice versa, e o “porquê” acaba aparecendo de uma forma ou de outra.

 

Golden Circle do Ainda que Tardia.

Golden Circle do Ainda que Tardia.

 

Para esse projeto meu Golden Circle foi desenhado ao mesmo tempo que meu Business Model Canvas (BMC), e um processo acabou auxiliando o outro. Um negócio que é pensado a partir do propósito já nasce com a proposta de valor mais clara, e fica mais fácil também encontrar os segmentos de clientes que se identifiquem com essa proposta de valor. Esses dois quadros geralmente são os primeiros a serem preenchidos no BMC, e a partir daí constrói-se o restante. Pra mim nesse projeto foi mais fácil começar de receitas e despesas, porque eu já tinha claro no meu Golden Circle os meus “o ques” e “comos”. Só quando descobri meu propósito, meu “porque”, que consegui identificar segmentos de clientes e propostas de valor para eles.

 

Business Model Canvas do Ainda que Tardia

Business Model Canvas do Ainda que Tardia

 

Ter começado a escrever esse blog e ter percebido a quem ele atingia, quem comentava, o que comentavam, me ajudaram a definir meu público: são pessoas como você e eu, que tem sonhos que foram muitas vezes adiados em função de outras prioridades. Que chegaram a um ponto de questionamento se devem deixar a vida rolar como anda ou se vão tomar as rédeas e realizar os projetos sonhados. Eu estou tentando daqui, e vou contando tudo por aqui. Vai me contando seus sonhos, quem sabe com meus relatos você também não tira os seus do papel? Essa fase de colocar algo em prática, mesmo que não seja o projeto todo, se chama prototipação e criação do MVP (Mínimo Produto Viável). Depois faço um post pra falar só disso. 🙂

Ah: e eu me sinto assim enquanto estou fazendo esses quadros cheios de post its:

E a trilha inspiração desse post foi a rainha Rita Lee.

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