De boas intenções o inferno está cheio. De boas ideias também. Ter uma ideia legal não é das coisas mais difíceis, o difícil é colocá-la em prática. Ué, mas existe diferença entre as duas coisas? Não basta ter uma ideia brilhante pra ficar rico? Não, caro amigo, não basta. O “como” fazer uma ideia se tornar realidade é na grande parte das vezes o que distingue homens de meninos, e é aí que essa história aqui entra.

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O valor de uma ideia está em seu uso.

Falei dessa minha ideia de viajar o mundo investigando a liberdade pra um bocado de gente, e 100% das vezes a reação foi super positiva. Mas essa ~puta ideia genial~ só vale se sair do papel, porque convenhamos, né, quem nunca quis viajar o mundo? Mas ter grana, ou pior, no meu caso que não a possuo, inventar os meios de realizar essa ideia é que é o difícil.

Parte 1 – Mindset

A parte número 1 desse trabalho foi reorganizar a forma que penso. Me libertar, euzinha mesma, de várias ideias preconcebidas:

1) de que não posso largar o meu trabalho senão vou morrer de fome (e olha que estou atualmente num trabalho ultra legal que eu adoro, o que faz disso uma escolha ainda mais difícil);

2) de que vou prejudicar minha carreira tirando um ano sabático (já estou é repensando o que exatamente quero por ~carreira~);

3) de que vou abandonar meus pais (sim, eles estão idosos e vão sentir saudades, e eu também, mas filhos saírem de casa faz parte da vida. E se eu tivesse passado num trainee qualquer que me mandasse pra outra cidade do país ou do mundo? Eles não sobreviveriam sem mim?)

4) de que tenho qualquer controle sobre meu futuro (repare que usei a palavra “controle”e não “influência”. Tenho certeza que minhas escolhas influenciam meu futuro, mas elas não garantem. Uma boa faculdade ou boas notas não garantem bom emprego. Passar anos me dedicando numa empresa não garante que eu seja reconhecida por isso, etc, etc, etc. Ajuda? Dá mais chances? Sim, mas não garante. São muitas variáveis, não há controle).

Uma vez liberada desses pensamentos “mandiocantes” (vide texto anterior onde explico o que é mandiocar), comecei a prestar atenção no assunto, falar com algumas pessoas estratégicas sobre a ideia, enriquecer a forma com que colocaria ela em prática. Fiz isso, e recebi alguns insights muito úteis, que depois vou contar por aqui.

Parte 2 – Ferramentas

Colocar uma ideia no papel é o primeiro passo para começar a concretizá-la. E existem várias ferramentas que ajudam a gente a organizar o pensamento e não esquecer de nenhum ponto importante. Vou contar do que tenho usado:

Golden Circle

Já mencionei o tal do propósito no último post também. Já usei essa ferramenta pra empresas, e pretendo em breve usar para mapear meu próprio propósito. Nesse vídeo abaixo tem a importância de descobrir esse propósito: ele te ajuda a ter clareza e rapidez nas decisões e também a conectar a outras pessoas que tem afinidade com o que você acredita. E as pessoas compram aquilo que elas acreditam, compra é um processo de crença.

 

Business Model Canvas

Um suíço (ou sueco, sempre confundo) doidão (no melhor dos sentidos) pensou uma forma visual de entender negócios. É bem conhecido no meio empreendedor para pensar negócios inovadores, mas serve pra organizar qualquer ideia que possa se transformar num negócio. O livro do cara explica como usar um canvas, mas é bem simples, nem li o livro todo e já estou viciada nisso, uso na pós, uso no trabalho, e até comprei uma capinha de celular personalizada com um canvas. Pois é, sou brega, me julguem, quem não é?

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Aqui você pode comprar o Business Model Generation, o livro que explica tudo sobre o Business Model Canvas.

Mural.ly

Um site com uma tela em branco onde você consegue organizar ideias. Tem modelos diversos de ferramentas, como diversos tipos de canvas (inclusive o Business Model Canvas) e formas, como post-its com possibilidade de colocar textos dentro, setas, enfim. Tudo pra quem não sabe desenhar, como eu, mas quer organizar as ideias visualmente, coloridas, entendíveis, e etc. E vc ainda pode trabalhar colaborativamente, convidando quem você conhece a visualizar ou editar o seu trabalho.

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Meu BMC do Ainda que Tardia – tá só no comecinho, cola aí que vou contando mais.

Como podem ver, ainda estou na fase da ideação, ou seja, de desenvolver as ideias, pensar sua aplicabilidade, o que preciso para colocá-la em prática. Muito comum aqui no Brasil a gente praticar o “fazejamento”, ou seja, sair fazendo as coisas sem planejamento. Planejar um projeto, do início, ajuda a gente a entender como ele pode funcionar na prática e prever problemas que podem aparecer no futuro; ou ainda testar se a ideia é válida, em vez de ter certeza que a primeira ideia é a perfeita. Pode ter certeza que ela não é, e qualquer pessoa que teve uma ~puta ideia~ e a colocou em prática, modificou muito a forma original que a concebeu. Afinal, serve a máxima: na prática, a teoria é outra.

Vamos embora então, gente, vou contando por aqui do meu processo de planejamento dessa ideia maluca de largar tudo e viajar o mundo. 😉

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