Há três anos, em 2011, me começou uma inquietude: preciso ganhar dinheiro com o que sei. Pra além do que faço no meu trabalho formal, eu percebia que existiam conhecimentos que eu tinha que eram caros, procurados pelo mercado. E eu sempre quis ser professora, mas também sempre soube que essa seria uma segunda atividade, além do “9 to 5”, como dizem por aí. O problema era: como, trabalhando de 9 às 19 (às vezes mais, porque agência de publicidade e tal), morando a 20km do trabalho, pegando trânsito… como iria empreender? Enfim, todo mundo sabe que existem dificuldades mil nas nossas ditas “horas vagas”, que de vagas pouca coisa têm.

Caro no sentido de querido, viu gente, não de tubos de dinheiro. :)

Caro no sentido de querido, viu gente, não de tubos de dinheiro. 🙂

Como eu fiz: contei pras pessoas que me cercavam (usei meu networking), apareceram palestras, das palestras apareceram aulas, as aulas me levaram a trabalhos formais que tinham a ver com coisas que eu gostava mais de fazer e hoje levou até a um curso próprio que acabei de lançar: o curso de marketing digital para atendimentos publicitários (só pra quem tá em BH, por enquanto).

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Curso que lancei três anos depois do meu incômodo inicial.

Uma coisa que aprendi ao longo dos anos é que amigos e colegas podem ser parceiros estratégicos: Lenise Regina me conectou ao Lucas Durães, do Guajajaras Coworking, que é um parceiro fundamental pra a primeira turma; Álysson Cunha fez o design da marca e materiais de divulgação do curso; Vinicius Calijorne e Thais Schivek me ajudaram na divulgação nas redes sociais. E quem deu a ideia de montar o curso de vez foi a Tainá Porfírio, que falou: eu pago pra você me ensinar! (brigada, molier!)

Vamos então ao passo a passo de como empreender nas horas vagas:

– Identifique algo que você saiba fazer e que possa ganhar dinheiro com isso nas suas horas vagas

Quanto mais natural fazer isso for para você, melhor. Algo que você faça sem muita dor ou esforço, algo que te dê prazer, preferencialmente. Porque a gente já tem que fazer um monte de coisa que não gosta no trabalho formal, é bom que essa coisa que você arrume pra fazer nas horas vagas seja algo que você tenha facilidade de fazer. E o encontro entre “algo que você gosta de fazer” versus “algo que as pessoas estão dispostas a comprar” é onde você vai encontrar esse novo negócio.

– Veja quem da sua rede de contatos pode te ajudar com isso;

Você provavelmente tem uma riqueza imensa na sua rede que ainda não identificou. Seus amigos podem ser seus recursos também. Seus colegas de trabalhos e amigos tem habilidades e podem estar dispostos a te ajudar se você pedir ajuda. Simples assim. Eu pedi ajuda pros meus amigos, eles me ajudaram. 🙂

– Faça cursos que podem melhorar sua capacidade empreendedora

Existem vários cursos no mercado que falam de empreendedorismo de maneira inovadora. Os principais estão ligados a Design Thinking, que é a forma de pensar do design aplicado aos negócios. Existem bons cursos em SP e BH, vou comentar do mercado daqui que conheço. Está rolando ainda esse mês um Design Thinking Lab: da ideia ao prototipo, na Hub Escola, vale a pena fazer. Teve faz pouco tempo um curso da Cool How, como empreender nas horas vagas, fica de olho que pode rolar de novo.  E em Sampa e Porto Alegre já rolou um curso incrível (e caro) de inovação disruptiva da Flag, chamado Translators of Disruption. Não sei de novas datas, mas deixa o e-mail lá, quem sabe eles te avisam.

– Participe de comunidades de incentivo a empreendedorismo e siga perfis do tipo (mineiras empreendedoras, endeavor);

Páginas como da Endeavor (fundação que incentiva empreendedorismo) ou grupos como o Mineiras Empreendedoras são locais de compartilhamento de idéias muito bons. Você vai beber dessas fontes no seu feed diário de notícias sem nem perceber.

– Participe de Workshops para modelar negócios

Mais dicas pra quem tá em BH: final de semana de 31 de outubro a 02 de novembro vai rolar o Startup Weekend (mas é um evento mundial e tem em outras cidades também, fica ligado que pode acontecer na sua). Nele pessoas com ideias legais se juntam e modelam num final de semana negócios inovadores com mentoria de muita gente bacana. Numa pegada mais longa tem o Business Jam, de algumas pessoas da Design Thinkers, que propõe algo do gênero também, mas dura mais tempo, são encontros semanais. E tem também o Órbita, que também sei que tem a mesma pegada, mas não tenho muitos detalhes de como funciona.

E não ache que precisa ser algo glamuroso, pode ser fazer trufa, brigadeiro, bijuteria, ou o que mais você imaginar: teve uma moça que ficou rica vendendo copos de coxinha a um real. Você pode inclusive depois de algum tempo resolver trocar de fonte principal de receita de vez, como fez o Thiago Gimenez. Ele é hoje fotógrafo de casamento, mas começou carreira como arte finalista, foi crescendo em agência de publicidade até virar diretor de criação mas depois resolveu largar tudo e empreender. E ainda pretende fazer outras coisas da vida, quer estudar física. Sempre digo que a gente é muita coisa pra caber numa profissão só. É isso, gente, vai ser livre fazendo outras coisas que você gosta. Vai que você acha outro jeito de ser feliz e ainda ganhar dinheiro com isso?

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