Jornada

Ainda que tardia – A chegada no Uncollege Brasil

Finalmente começou! Um ano após esse blog entrar no ar, eu coloquei o pé na estrada e estou realizando esse projeto. Dá pra acreditar? Eu ainda estou absorvendo esse impacto, confesso. Tive que passar por muita coisa nesse último mês e meio desde que coloquei essa história em movimento, desde que mandei um e-mail pro Uncollege contando que tinha interesse em vir pra cá. Mas isso vai ser uma história pra outro post, pra semana que vem, prometo. Agora já existe um calendário editorial para o AQT, graças a uma oficina que já tive aqui na escola, e a tudo mais que tem acontecido desde que cheguei aqui: mudança de estilo de vida, tempo pra mim, desconexão dessa vida maluca que eu levava. [caption id="attachment_397" align="aligncenter" width="640"]Começo da jornada, ainda que tardia. Começo da jornada, ainda que tardia.[/caption] (mais…)

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Cursos

Desescolarização, hackschooling e ano sabático

O filósofo e educador Mário Sérgio Cortella usou certa vez a seguinte frase para definir o atual paradigma educacional em que nos encontramos: "Temos uma metodologia do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI". Em um mundo com acesso virtualmente ilimitado à informação, em que não há mais um detentor sagrado do conhecimento, o mestre, e alunos incautos que não poderiam obter conhecimento se não tivessem acesso a esse sujeito ou à estrutura de bibliotecas e conhecimento fornecida por uma instituição, e é plausível que algumas pessoas comecem a questionar que esse seja ainda não apenas o modelo vigente mais quase o único possível. Até muito recentemente. Alguns de vocês já devem ter visto essa palestra do Ted que mostra esse menino que hackeou a própria educação. Ele tinha alguns questionamentos a respeito da educação tradicional e resolveu se tornar protagonista do próprio aprendizado, e escolher o que e como gostaria de aprender. E história dele é inspiradora, e aponta novos rumos num novo mundo. (mais…)

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O Projeto

Tá tendo copa e gringos

Copa do mundo de futebol no Brasil e não imaginava que eu fosse gostar tanto do evento. O futebol já não brilha aos meus olhos como antes, por motivos alheios a ele mesmo, e por isso achei que esse ia ser um evento que ia passar em branco pra mim. Botei pouca fé que viessem muitos turistas estrangeiros para BH, pelo simples fato do desconhecimento quase total da capital das Gerais aos olhos do mundo. Assim como você que achou que o Brasil ia ganhar da Alemanha, eu também me enganei. Pois tá tendo copa e tá tendo gringo. E minha vida foi suspensa temporariamente por motivos de copa, já que quase todas as noites meu destino certo é a Savassi, bairro-sede dos bares, babado, confusão e gritaria dessa bela cidade. [caption id="attachment_166" align="aligncenter" width="634"]Da esquerda pra direita e de cima pra baixo: Stuart, Bruno, eu, Anthony, Niall e um gringo aleatório. Da esquerda pra direita e de cima pra baixo: Stuart, Bruno, eu, Anthony, Niall e um gringo aleatório.[/caption] Nessas e em outras conheci muita gente legal de muito lugar diferente e essa troca cultural intensa está preenchendo meus dias de alegria e aprendizado. Como é bom olhar nos olhos dos outros e desfazer estereótipos, ter boas dicas e criar até novas amizades. Gente que a gente se afeiçoa não precisa ter nacionalidade, língua ou cultura iguais às suas, e isso é lindo demais. Olha o que e com quem aprendi até agora: (mais…)

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O Projeto

Essa tal liberdade

liberdade Não é a música do Só Pra Contrariar, certamente. O motivo da liberdade ser meu objeto de estudo tem raízes lá na minha infância. Ontem conversando com um cara que conheci, empreendedor com uma startup de vídeos de curiosidades, ele me conta que estudou formalmente somente até a 7ª série fundamental. Aí me lembro de uma história parecida minha, em que lá pela terceira série, frustrada com os métodos normalizantes de ensino tradicional, disse para minha mãe que eu não queria mais estudar. Eu estava incomodada com o método de repetição da escola, em que o para-casa pede uma repetição sem abstração daquilo que já havia sido estudado em sala. O método ~decoreba~ nunca me teve apelo. A tabuada e o dever de casa eram meus piores pesadelos. Não fazia o menor sentido pra mim ter que decorar uma tabela (já que ela existe para ser consultada) e menos ainda transcrever para o papel mais uma vez aquilo já aprendido em sala de aula. (mais…)

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